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Rede Wi-Fi PUC para o Ubuntu Linux - ATUALIZADO

July 29th, 2008 por Cantini

Chego a ficar emocionado! Snif, snif…

O RDC liberou um tutorial para a configuração da Rede Wi-Fi da PUC para computadores usando o Linux! Sensacional! Agora, vamos aprender a configurar a rede Wi-Fi para o sistema Ubuntu.

Obs: assim que eu lembrar a minha senha de acesso Wiki, este tutorial vai pra lá. O tutorial já está no Wiki.

1 - Baixe seu certificado Wi-Fi no site da PUC. Na página inicial, vá em Serviços online do RDC e siga o link para a Rede Wi-Fi. entre com seu login e senha do RDC, que você usa para acessar as máquinas do laboratório, e baixe para o seu computador.

2 - Crie uma pasta de fácil identificação, armazene a sua chave de formato p12 e, uma vez feito isso, copie-a para a sua pasta de usuário (/home/seu_nome). Isto vai facilitar sua vida no uso do OpenSSL, nosso próximo passo.

ATUALIZAÇÃO: às vezes a gente aprende as coisas aos poucos. Como já vinha tentando fazer a chave Wi-Fi da PUC rodar na minha máquina há tempos, já havia instalado alguns pacotes que, não lembrava, não vêm por padrão no Ubuntu (ainda).

Ao ajudar um amigo a configurar seu laptop, pude perceber que, de fato, o pacote wpasupplicant se faz necessário, para conferir ao Ubuntu a capacidade de lidar com redes WPA/WPA2. Sendo assim, é preciso instalá-lo.

Abra o terminal e digite:

sudo apt-get install wpasupplicant

Pronto. Vamos seguir ao OpenSSL.

3 - O OpenSSL já vem instalado. Vamos usá-lo. abra o Terminal (ou Consola, para quem não mudou o nome que veio bisonhamente na versão do português europeu, no Ubuntu 8.04)  e digite o seguinte comando, para criar  seu Arquivo de Chave Privada:

openssl pkcs12 -nocerts -in sua_chave.p12 -out sua_chave_key.pem

Obs: O sistema vai pedir sua Import Password. trata-se da sua senha de acesso aos computadores do RDC; Em seguida, o sistema vai pedir uma PEM passphrase, trata-se de uma senha que você vai criar para proteger o arquivo que você está criando. Será necessário digitá-la duas vezes, para conferência.

Agora, para criar o Arquivo de Certificado do Cliente,  digite no terminal:

openssl pkcs12 -clcerts -nokeys -in sua_chave.p12 -out sua_chave_cert.pem

Obs: Novamento o sistema requisitará sua Import Password.

4 - Hora de configurar a o Network Manager. Clique no ícone do Network Manager, em sua barra de ferramentas, à direita, no alto da tela, e se certifique de que seu laptop está captando o sinal da rede Wi-Fi da PUC. Clique no botãozinho de seleção, à esquerda do nome da rede, para que a interface de configuração se abra.

Siga a configuração abaixo.

Imagem da tela de configuração do Network Manager com os detalhes da rede Wi-Fi PUC-Rio

Importante: Talvez seja necessário preencher mais os seguintes campos. Faça um teste com eles em branco antes. Deixe os resultados em comentários neste post.

Identidade: seu login no RDC

Senha: sua senha no RDC

Identidade Anônima: Autoridade Certificadora PUC-Rio Rede Wi-Fi

O que é este blog?

July 22nd, 2008 por Marcelo Pereira

Qualquer tecnologia avançada o suficiente é indistinguível da magia.

O título deste blog é uma referência direta a esta citação de Arthur C. Clarke, um dos mais conhecidos autores de ficção científica. Para Clarke, nosso espanto com o inexplicável é conseqüência de nossas próprias limitações e não de uma impossibilidade tecnológica.

Este blog é mais um criado para discutir tecnologia. Entretanto, o que pretendo mostrar aqui é apenas o ponto de vista de um simples usuário que gosta de se manter informado sobre o que está sendo desenvolvido por aí. Não pretendo bombardear vocês com termos técnicos e explicações científicas, tudo o que quero é conversar sobre como as tecnologias digitais podem ajudar ou atrapalhar nosso dia a dia.

Estamos vivendo um período de grandes mudanças. Ser contra ou favor do progresso tecnológico é irrelevante, ele está aí e seu ritmo não irá diminuir. O que devemos fazer é criticar o modo como esse progresso está ocorrendo e buscar moldá-lo de acordo com as necessidades de nossa sociedade. Para isso, devemos conhecer o que existe a nossa volta e quais os caminhos que podemos seguir a partir daqui.

Este é um blog aberto para troca de idéias e opiniões. Gostaria de contar com a ajuda de vocês para que possamos discutir os assuntos aqui apresentados de forma inteligente. Não é essa uma ótima maneira de contribuir na construção desse mundo digital?

Boas vindas a todos os visitantes, vejo vocês em breve!

Não são os portões, são as barras…

July 14th, 2008 por Cantini

Terramel, cujo blog é reproduzido no GnuLinuxBrasil.org, traduziu o artigo “It’s not the Gates, it’s the bars”, escrito pelo criador do Projeto GNU e da Free Software Foundation, Richard Stallman, acerca do bafafá da mída em torno da aposentadoria de Bill Gates.

O texto original de Stallman, em inglês, pode ser encontrado aqui.

Abaixo, a tradução de Terramel (veja aqui seu post).

“Dar tanta atenção à aposentadoria do Bill Gates é não entender o ponto. O que realmente importa não é o Gates e nem a Microsoft, mas o sistema anti-ético de restrições que a Microsoft, assim como muitas outras companhias, impõe aos seus consumidores.

Esta declaração pode te deixar surpreso, já que a maioria das pessoas com interesse em computadores tem fortes sentimentos em relação à Microsoft. Homens de negócios e seus políticos domados admiram seu êxito em construir um império sobre tantos usuários de computador.

Muitos de fora do campo da computação creditam a Microsoft pelos avanços sobre os quais ela apenas levou vantagem, como por exemplo, tornar os computadores baratos e rápidos e a comodidade das interfaces gráficas.

A filantropia do Gates na área de saúde para países pobres recebeu boas críticas de algumas pessoas. O jornal LA Times denunciou que sua fundação gasta apenas de 5% a 10% de seu dinheiro anualmente e o resto é investido as vezes em companhias que causam degradação ambiental e doenças nos mesmos países pobres.

Muitos da área da computação odeiam o Gates e a Microsoft. Eles têm várias razões para isso.

Aliciar Fundos

A Microsoft persistentemente tem comportamentos anti-competitivo e já foi condenada por isso três vezes. George Bush, que livrou a Microsoft de sua segunda condenação pelos Estados Unidos, recebeu da Microsoft a oferta de fundos para as eleições de 2000.

Muitos usuários odeiam o “imposto Microsoft”, os contratos de varejo que fazem você pagar pelo Windows no seu computador mesmo que não vá usá-lo. [No Brasil esta prática é ilegal, pois se trata de “venda casada”. Entre em qualquer loja que venda computadores. Quase todos já vêm com o Windows embarcado. Guicolandia]

Em alguns países você pode receber um reembolso, mas o esforço requerido para isso é desencorajador.

Existe também a DRM (Digital Restrictions Management): características de alguns softwares criadas para te impedir de acessar livremente seus arquivos. Aumentar a restrição dos usuários parece ser o maior avanço do Vista.

Incompatibilidades Gratuitas

Também existem as incompatibilidades gratuitas e os obstáculos na hora de interoperar com outros softwares. É justamente por isso que a União Européia exigiu que a Micro$oft publicasse as especificações de seus produtos.

Este ano a Microsoft criou comitês de padrões com seus partidários para conseguir a aprovação da ISO ao seu incômodo, não implementável e patenteado “padrão aberto” de documentos. A União Européia está atualmente investigando isso.

Essas ações são intoleráveis, claro, mas não são eventos isolados. Elas são sintomas sistemáticos de um mal ainda mais profundo que a maioria das pessoas desconhece: Software proprietário.

O software da Microsoft é distribuido sob licenças que mantêm seus usuários divididos e impotentes. Os usuários ficam divididos porque são proibidos de compartilhar cópias com qualquer outra pessoa e ficam impotentes porque não têm o código fonte para permitir aos programadores ler e mudá-lo.

Se você é um programador e quer mudar o software, para você ou para outra pessoa, você não pode. Se você é um empresário e quer pagar para um programador modificar o software de forma que atenda melhor suas necessidades, não pode. Se você copiá-lo para compartilhá-lo com seu amigo, o que é apenas um ato boa vizinhança, eles te chamam de “pirata“.

Sistema Injusto

A Microsoft quer nos fazer acreditar que ajudar o próximo é o equivalente moral a atacar um navio.

A coisa mais importante que a Microsoft fez foi promover esse sistema social injusto.

Gates é pessoalmente identificado com esse sistema, devido a sua infame carta aberta onde repreendeu usuários de microcomputadores por dividir cópias de seu software.

Ele disse, de certa forma, que “se vocês não permitirem que os deixe divididos e impotentes, eu não escreverei mais softwares e vocês ficarão sem nenhum. Se rendam a mim ou estarão perdidos!”

Mudança de Sistema

Bill Gates não inventou o software proprietário e milhares de companhias fazem o mesmo. É errado, não importa quem faça.

Microsoft, Apple, Adobe, e o resto, oferecem softwares para garantir seus poderes sobre você. Uma mudança nos executivos ou nas empresas não é importante. O que é necessário é uma mudança neste sistema.

É com isso que o movimento do Software Livre se preocupa. “Livre” se refere à liberdade: nós escrevemos e publicamos softwares que garantem ao usuário a liberdade de copiá-los e modificá-los.

Nos fazemos isso sistematicamente, pela liberdade: alguns de nós pagamos, muitos como voluntários. Nós já temos sistemas operacionais completos, incluindo o GNU/Linux.

Nossa meta é entregar uma completa variedade de softwares livres úteis para que nenhum usuário de computador seja tentado a abrir mão de sua liberdade para conseguir algum software.

Em 1984, qunado comecei com o movimento do Software Livre,  quase nem sabia da carta do Bill Gates [Stallman nunca fez parte do movimento hobbista, por isso, só veio a tomar conhecimento da carta de Bill Gates anos mais tarde. Guicolandia.]. Mas fiquei sabendo de reclamações parecidas de outros e tive uma resposta: “Se seu software vai nos manter divididos e impotentes, por favor não o escreva. Estamos melhor sem ele. Descobriremos outra forma de usar nossos computadores e preservar nossa liberdade.”

Em 1992, quando o sistema operacional GNU foi completado com o kernel Linux, você tinha que ser um mágico para conseguir rodá-lo. Hoje o GNU/Linux é amigável: em algumas partes da Espanha e da Índia, é padrão nas escolas. Dezenas de milhões de pessoas o usam pelo mundo. Você pode usá-lo também.

Gates pode ter partido, mas as paredes e barras do software proprietário que ele ajudou a criar continuam, por enquanto.

Cabe a nós desmontá-las.”